
CONSTITUIÇÃO DO HOMEM
(Caio Miranda)
O homem é uma miniatura do Universo. Este, constituído de sete planos e aquele dispondo de sete “corpos” para se expressar. Para cada um dos planos da Natureza, até o Nirvânico, possui a criatura determinado corpo, a fim de nele poder viver, agir e colher experiências.
O nosso Ser fundamental, também chamado Homem Real ou Jivatman, não é nenhum desses “corpos”, mas algo que, aplicado sobre eles, lhes transmite a vida e realiza estados de consciência diversos. Cada “corpo” está constituído de matéria retirada do plano em que deverá agir. Assim o corpo físico, formado de material colhido no plano físico do Universo, destina-se a fornecer ao Homem o veículo com que ele opera, vive e adquire consciência naquele plano. Esse corpo dispõe de sentidos físicos, através dos quais podemos assinalar a presença do mundo físico que nos rodeia. Da atividade e interação do Jivatman, do seu corpo físico e do plano físico da natureza, resulta uma consciência que podemos chamar “consciência física do homem”.
Com o corpo astral tem o homem capacidade de sentir e agir no plano do mesmo nome, resultando daí um outro estado de consciência, decorrente da percepção, através dos sentidos astrais, da realidade astral do Universo. O mesmo se dá com o corpo mental e com os demais corpos a ele superiores. Vemos então que nos é possível realizar diversos estados de consciência, conforme o corpo com que estivermos agindo. Os “corpos” se destinam, portanto, a dar ao homem meios suficientes para viver e agir nos diversos planos da Natureza, adquirindo consciência deles.
Logo que, pela morte, vai o homem abandonando sucessivamente seus diversos “corpos”, vão estes se desagregando e o receptivo material retornando ao plano de onde foi retirado. Daí podemos perceber o engano em que laboram aqueles que julgam ser o corpo eles mesmos, pensando que as necessidades dos “corpos” representam necessidades do Homem Real. O Jivatmam, por sua própria natureza divina, não necessita de nada. É eterno e incontingente, consciente de si mesmo, sábio e feliz.
Uma noção que necessita estabelecer-se com clareza em vosso espírito é que o corpo físico constitui o suporte dos demais, funcionando como verdadeiro foco de atração e coesão para a matéria dos outros corpos mais sutis. Atraídos pela matéria física, vão as partículas dos demais veículos modelando-se à semelhança do corpo denso de matéria tal que, após a morte deste, conservam aqueles a mesma aparência que o físico manteve em vida, até se desagregarem por completo, quando por sua vez, morrem também.
Normalmente, o corpo denso resiste até cerca de dois dias após a morte física, quando então começa a se desagregar. O duplo- etérico permanece íntegro até cerca de oito dias após a morte do veículo denso e somente em casos especiais pode durar mais tempo. Já com o astral não se dá o mesmo. Sua vida estende-se por prazo bastante variável, que poderá atingir até um milênio. As circunstâncias que determinam uma maior ou menos sobrevivência do veículo astral, ligam-se sempre à qualidade de energia emocional com o qual o mesmo foi constituído. Um individuo altamente passional poderá viver em astral largo tempo após ter morrido fisicamente. Seu tormento será inenarrável, posto que não dispõe ele de corpo físico para satisfazer seus desejos, transformando em trabalho (atos) a energia que contém.
Somente após a desagregação total de seus corpos inferiores (físico, etérico, astral e mental concreto) pode o Homem Real reencarnar, o que faz por meio de seu corpo superior, denominado “corpo causal” ou “tríade superior”(mental superior, búddhico e átmico).
Pela importância que tem o corpo físico em seu papel de suporte dos demais é que os Yóguis lhe dão especial importância, havendo mesmo um ramo do yoga que trata da saúde física, denominado Hatha-Yoga. Como viver, no plano físico é quase sinônimo de respirar, percebereis a importância que adquire em toda a doutrina iniciática o estudo e a prática da respiração correta, rogo-vos que não vos descuideis deste aspecto dos ensinamentos. “Ninguém pode ser poeta com dor de dentes”, dizem os Yoguis, querendo significar que, sem uma saúde perfeita, é absolutamente impossível alcançar estados elevados de consciência.
O estudo dos veículos ou “corpos’ do homem é fundamental para todos aqueles que desejam realmente penetrar mais profundamente nos grandes segredos da Natureza e da Vida. O desconhecimento dessa parte da sabedoria tradicional resulta geralmente na grande confusão daqueles que se limitam a consultar os livros encontrados à venda. Estes são muitas das vezes, os responsáveis pelas falsas noções adquiridas por muitos dos que se candidatam, com sinceridade e entusiasmo, ao estudo de qualquer ramo do espiritualismo.
Com o estudo detalhado dos planos do universo e dos veículos com que o homem neles opera, descortina-se um amplo horizonte para todos os estudantes de Yoga, permitindo-lhes compreender perfeitamente muitos problemas e fenômenos tidos como inexplicáveis, sobretudo os chamados fenômenos espíritas
A cultura ocidental é bastante elementar no que tange os problemas e fatos não diretamente percebidos pelos sentidos físicos comuns. Toda nossa ciência é meramente especulativa, pesquisando principalmente os efeitos sem se importar muito com as causas. O sono e o sonho por exemplo, são coisas, para muitos, ainda não suficientemente esclarecidas, havendo mesmo grande divergência entre os diversos sistemas e doutrinas de psicologia, no que se relaciona à elucidação desses estados de consciência. Muitos autores asseguram que o sonho nada mais é que um processo de libertação dos recalques adquiridos em vigília, sem contudo penetrarem o sutil mecanismo através do qual a personalidade labora para produzir aquela libertação.
também o estado sonambúlico, a hipnose, o transe, o êxtase e vários outros estados de consciência, só muito vagamente são abordados pela ciência, que se limita a constatá-los sem apresentar uma explicação plausível para o fenômeno.
entretanto, onde a confusão se apresenta mais dolorosa é justamente na determinação e definição do “eu”, do Ego e da consciência. Obras há que confundem uma coisa com a outra, estabelecendo no espírito do estudante terríveis dificuldades, quando não o ceticismo e a descrença. Por muitos autores o “eu” e o Ego são tomados como sendo o Ser fundamental do homem, a parte essencial e imortal que em nós reside. Ora, o “eu” e o Ego não existem por si mesmos. São uma mera consequência e nessa condição cessam quando cessa a conjuntura de elementos que lhes deu origem. Não é possível tomá-los na mesma acepção do Homem Real ou Jvatmam. Este drm, significa a presença de Deus em nós, a centelha divina que nos anima, imutável e eterna, feira da mesma essência que Bram e, assim, não sujeita ao nascimento e à morte.
Esse Jivatmam é que se aplica sôbre nossos diversos “corpos” ou veículos, dando origem ao aparecimento de diversos estados de consciência que são traduzidos por diversas espécies de “eu”. Quando aplicado sobre os veículos chamados inferiores, provoca um estado de consciência também inferior, de pequeno horizonte, de expansão limitada, traduzido por um “eu” da mesma maneira inferior. Se aplicado sobre os mais altos veículos humanos, disso resulta uma expansão notável de consciência, um estado de ser cujos limites são demasiado amplos, traduzido então por um “super eu”, um “eu” superior ou Ego.
No fundo da matéria, em qualquer dos seus estados, desde o mais simples átomo até o mais complexo Ser Planetário, jaz sempre uma parte imaterial que lhe mantem a vida, impelindo a forma que a contém no caminho da evolução, para melhor poder expressar aquela mesma parte interior. Essa parte recôndita e divina, que toma vários nomes no decorrer das “cadeias evolutivas”, é que é o nosso Ser verdadeiro, fundamental e essencial. Chama-se “mônada” nos minerais, Alma-Grupo nos vegetais e animais, Jivatmam no homem e algo mais grandioso no Seres de nível superior ao homem
A evolução da matéria e da forma, em todos os seus estágios, além de provocada pelo Purusha, tem por único objetivo permitir que essa “alma das coisas”, essa vida interior e divina, possa cada vez mais e melhor expressar-se. Se o mineral não possuisse no seu âmago algo superior a ele mesmo, jamais evoluiria para um estado superior ao próprio mineral. Não aperfeiçoaria sua forma e sua estrutura para revelar aquela Vida íntima que o anima. Todavia, passando de mineral a vegetal com a sucessão das “cadeias”, permite que aquela Vida se expresse de maneira mais ampla e bela, demonstrando já parte de sua inteligência, muito de sua sensibilidade, dando ao organismo que a contém faculdades, predicados e atributos, como capacidade de adaptação, possibilidade de lutar para viver e propagar a espécie.
Evoluindo para animal na cadeia seguinte, já apresenta melhores condições para que aquela mesma Vida interna se revele de maneira mais completa, dispondo de um organismo mais complexamente estruturado, onde, além da inteligência e da sensibilidade, possa também a vontade se exprimir, revelando ainda capacidade de amar e lutar para sobreviver, conservando a própria espécie de maneira mais nobre e bela, locomovendo-se e podendo trabalhar para modificar o meio em que vive, defendendo-se dos ataques da natureza e dos semelhantes. Finalmente, como homem, além das faculdades superiores de que é dotado, como a mente raciocinante, discernimento e a auto-consciência, é-lhe dada a possibilidade de vir a tornar-se um Iniciado, com capacidade para revelar, em tôda sua plenitude e grandeza, a divina Vida interior do Jivatmam.
Quando, na imensa jornada da evolução, toda a matéria do Univeso tiver atingido o ponto de poder revelar integralmente a sublime Vida do Logos, terá então terminado um Dia de Bram, e o Universo se desfará.
OS CORPOS DO HOMEM
A verdadeira constituição do homem é quase que completamente ignorada no mundo ocidental, embora as escolas filosóficas do Oriente já a conheçam desde muitos milênios antes da nossa era. Tanto os hindús, como chineses, caldeus, egípcios e hebreus, referem-na em suas obras e textos, quer profanos quer esotéricos. Em muitas passagens registradas por hieroglifos pode-se constatar o conhecimento que tinham os sacerdotes faraônicos da real constituição humana.
O Jivatmam dispõe de sete “corpos” para se exprimir no Universo manifestado:
1. Corpo Átmico (ou Nirvânico)
2. Corpo Búddhico
3. Corpo Mental Superior (ou Abstrato)
4. Corpo Mental Inferior (ou Concreto)
5. Corpo Astral
6. Corpo Físico Etérico (ou Duplo Etérico)
7 Corpo Físico Denso.
Estes corpos são formados por matéria retirada dos planos do Universo e destinam-se, respectivamente, a dar ao homem meios suficientes para viver e agir naqueles planos.
Os quatro últimos corpos denominam-se em seu conjunto, “quaternário inferior” e da aplicação do Jivatmam sobre eles resulta o que chamamos personalidade. Este quaternário é refeito em cada encarnação. Assim, em cada uma de nossas vidas, teremos novo corpo físico denso e novos duplo-etérico, astral e mental inferior. Estes corpos não são iguais ao da vida anterior, podendo no entanto, guardar alguma semelhança com o utilizado na existência pretérita. Como a memória é atributo do corpo mental inferior e este se desfaz tempos depois da morte física, não podemos ter lembrança das nossas vidas passadas.
Os três “corpos” superiores, mental abstrato, búddhico e átmico, constituem em seu conjunto, a “tríade superior” ou corpo causal. Eles não se desfazem com a morte, conservando a criatura o seu corpo causal durante toda sua existência como homem. Da aplicação do Jivatman sobre a “tríade superior” resulta o que chamamos individualidade. Essa tríade é formada pela efusão do Logos, em seu primeiro aspecto, sobre a Alma-Grupo dos animais, individualizando um Ser, que daí em diante passa a reencarnar, servindo-se sempre dessa mesma tríade, que assim passa de uma vida para a outra.
Enquanto evolvemos como homens, conservamos sempre o mesmo corpo ou tríade superior.
Ao corpo físico denso e duplo etérico juntos, denomina-se “corpo do homem”. Esses dois corpos são completamente inseparáveis, no homem comum. Ao conjunto constituido pelo corpo astral e corpo mental inferior, denomina-se “alma do homem”. No atual estado da nossa evolução, estes dois corpos são, do mesmo modo, inseparáveis. Aos três corpos superiores tambem inseparáveis ou corpo causal, denomina-se “espírito do homem”.
Vemos, portanto, que, embora dispondo de sete corpos ou sete “veículos de expressão do Jivatmam”, o homem é realmente um ternário: corpo, alma e espírito. Uma parte mortal, que é constituida do corpo e da alma, e outra relativamente imortal, que é o espírito. Dizemos “relativamente imortal” porque aquela parte só se mantem indestrutível enquanto conservamos a condição de homens. Quando passarmos à situação de Ser superior ao homem, nossa constituição será outra. É possível que tenhamos, nessa nova situação, algo relativamente imortal, também. De qualquer maneira, essa parte se desfará quando passarmos a outra situação ainda superior.
Todos os veículos ou “corpos” de qualquer Ser, são transitórios e só servirão para permitir ao “Ser fundamental”, seja ele Mônada, Alma-Grupo, Jivatmam ou outro qualquer, que se exprima e viva no Universo manifestado. Desses veículos, alguns são conservados, durante cada estágio da evolução do Ser, como “relativamente imortais”, para servir de repositório às experiências colhidas em cada “cadeia” evolutiva. Todavia, absolutamente imortal só existe a parte divina e incontigente da cada Ser, ou seja, o seu Purusha, que no homem tem o nome de Jivatmam.
Se considerarmos o conjunto do Homem, veremos que ele se constitui então de uma parte imortal, o Jivatmam, e outra formada pelos veículos ou corpos com que Aquele se exprime, colhe experiências e realiza estados de consciência. Assim poderíamos dizer que o Homem compõe-se de oito partes: o Jivatmam e sete “corpos” que lhe servem de veículos de expressão. Na atual etapa da evolução universal, o Homem é constituido de quatro partes bem distintas: uma imortal- o Jivatmam; uma que dura enquanto somos homens – o espírito ou tríade superior; uma de longa duração – a alma; e finalmente o corpo, eminentemente transitório e perecível.
As modernas classificações, como a católica e a espírita, englobam vários corpos em determinados grupos, dando-lhes uma só designação. Vemos, por exemplo, que a “alma” dos católicos reune todos aqueles veiculos sutis que não podem ser percebidos pelos sentidos humanos. A classificação Yogui é absolutamente igual à grega, diferindo apenas nos nomes. Tal classificação considera o homem com tres “corpos”, levando em conta aquela inseparatividade de determinados conjuntos de “corpos”, já assinalada linhas atrás.”
JIVATMAN O HOMEM REAL
(CaioMiranda)
O nosso ser fundamental não é, como já dissemos, nenhum dos “corpos” que possuímos. A centelha divina que em nós habita é que constitui a parte eterna de nós mesmos, manifestando-se e exprimindo-se com maior ou menor amplitude conforme o corpo ou veículo em que se aplicar. Esta parte essencial e imaterial é da mesma essência e natureza de Bram, a “causa sem causa de todas as causas”. É espírito puro, como espírito puro é Deus.
Ninguém admitiria dizer-se que Deus é o Universo, porque este é simplesmente uma manifestação d’Aquele. Da mesma maneira o homem não é seus próprios corpos. Estes não passam de veículos por meio dos quais Aquele se exprime. Sendo os corpos do homem feitos de material retirado dos planos do Universo, estão capacitados a estabelecer um vivo intercâmbio de vibrações com o próprio Universo, permitindo assim ao Jivatman estabelecer contato com a manifestação material.
O mais sutil e nobre veiculo do homem é o seu corpo átmico, feito de matéria do plano átmico ou nirvânico do Universo. Nesse veiculo o Jivatman sente-se com maiores possibilidades de expressão que em qualquer outro, donde se originou o hábito de designa-lo como Atman, propiciando a confusão estabelecida nesse aspecto do problema. O corpo Átmico é, na verdade, levando-se em conta a atual constituição humana, o veículo ou corpo em que o Jivatman sente-se como que repousando em si mesmo, por ser esse “corpo”o que melhor lhe permite exprimir-se. Isso não significa que o corpo átmico seja o próprio Jivatman posto que, sendo feito de matéria , embora muito sutil, não pode, como qualquer dos veículos humanos, ser material, que é condição precípua do Purusha ou Atman.
O Jivatman utiliza seus corpos para atuar e ter consciência dos planos em que atua, manifestando-se em cada corpo de maneira diferente. Lancemos mão de um exemplo para ilustrar melhor o que foi dito: a eletricidade é uma força que, aplicada sobre uma lâmpada se manifesta ou exterioriza como luz; sobre um refrigerador, como frio; sobre um motor, como movimento; sobre uma resistência como calor. Todavia a eletricidade mesmo não é nem a lâmpada nem a luz que esta emite; nem o refrigerador nem o frio que nele é gerado; nem o motor nem o seu movimento; nem o reostato nem o calor que nele poderemos encontrar. Com o Jivatman se dá a mesma coisa. Aplicado sobre o corpo físico se manifesta como forma, peso, movimento, metabolismo, fisiologismo, biologismo, etc. sobre o corpo astral, como emoção, sensação, e toda sorte de sentimentos; sobre o corpo mental, como pensamentos, imaginação, raciocínio, memória e discernimento. Os “corpos” são, pois, veículos de expressão do Jivatman e não o Jivatman mesmo.
Apagada a lâmpada, desligado o refrigerador, parado o motor ou retirado do circuito o reostato, ninguém ousaria afirmar que a eletricidade deixou de existir. Da mesma maneira, se destruídos forem esses aparelhos, continuará a força elétrica a existir, embora não mais possa manifestar-se por intermédio deles. O mesmo se passa com o Jivatman, quando seus corpos são destruídos pela morte. Continuará existindo, porque sua existência não depende dos seus próprios corpos, embora só possa exprimir-se através deles, no mundo manifestado.
Quando, ao fim do DIA de BRAM, todo Universo se desfizer, os Jivatmans se reclherão ao seio de Deus, como as gotas d’água que voltam ao oceano, deixando de existir como gotas. O destino final de todos os Seres é, portanto, fundirem-se a Deus no fim da evolução universal. Entretanto, essa fusão ou o Caminho para ela poderá ser abreviado pela Iniciação.
Na “NOITE DE BRAM” ou Pralaya, Deus repousa em si mesmo, é Para-Bram, o Imanifestado. Mas não permanece nesse estado indefinidamente. Volta a manifestar-se outras e outras vezes. A eternidade de Bram se expressa pela sucessão infinita de Universos finitos. O tempo não existe no plano de Bram, sendo uma grandeza relativa que só encontra sentido nos planos inferiores do mundo manifestado. A eternidade não é, de forma alguma, o infinito do tempo, mas a ‘”ausência do tempo.”

